É um dos golpes mais perigosos do momento no Brasil: um SMS que parece vir do seu banco, às vezes na mesma conversa das mensagens reais, avisa sobre uma "movimentação suspeita" ou "acesso bloqueado", com um link para "verificar". Muitas vezes, uma "central" liga em seguida para "ajudar". Tudo é falso, e o objetivo é a sua conta. Lembre-se de uma regra: o banco nunca vai pedir senha, código ou confirmação por link de SMS ou por telefone.
Etapa 1, o SMS: "Alerta: identificamos uma movimentação incomum. Verifique já: [link]" ou "Seu acesso será suspenso, confirme seus dados". O link leva a uma cópia perfeita do site do banco: tudo o que você digita vai para os golpistas. Etapa 2, a falsa central: uma ligação chega em seguida, muitas vezes com o número real do banco no visor (o número é fácil de falsificar). O "atendente" é calmo, profissional, às vezes sabe seu nome, e te orienta a "cancelar transações fraudulentas" ou a fazer um "Pix de segurança"... que na verdade é para a conta dele.
Enquanto você está na página falsa (ou no telefone), o golpista se conecta ao site real do seu banco com os dados que você acabou de dar. O banco então envia um código de verificação real, e a página falsa (ou o "atendente") pede que você digite ou leia o código. Esse código é a última chave da sua conta. Código do banco só se digita no site ou app que você mesmo abriu, e nunca se lê em voz alta.
O remetente de um SMS é falsificável: os golpistas fazem aparecer o nome do seu banco, e a mensagem entra na conversa verdadeira. O mesmo vale para a ligação: o número no visor é forjável. O lugar da mensagem e o número exibido não provam nada. O que importa é o conteúdo: um link para clicar + dados para digitar = alerta máximo.
• Pedem usuário, senha ou código por um link • O domínio não é o site oficial do banco (confira letra por letra) • Ameaça urgente: "conta suspensa", "em 24h" • Mensagem genérica ("prezado cliente") sem os últimos dígitos da sua conta • Número de remetente de celular comum ou internacional • Horário estranho de envio (2h da manhã)
1. Não clique, não retorne o número do SMS. 2. Abra você mesmo o app do banco ou digite o endereço na mão: se houver um problema real, estará lá. 3. Na dúvida, ligue para a agência ou para o número no verso do cartão, e verifique o SMS na ferramenta gratuita Phishy nesta página: veredicto em segundos. Se uma "central" te ligar: desligue educadamente e ligue você mesmo para o banco. Um atendente real vai entender; um golpista vai insistir.
1. Ligue imediatamente para o banco (número no verso do cartão): bloqueio do acesso e das transações em curso. 2. Troque a senha do banco, e onde quer que usasse a mesma. 3. Bloqueie o cartão se digitou os dados. 4. Fez Pix? Acione o MED pelo app do banco na hora. 5. Registre boletim de ocorrência e monitore a conta nos dias seguintes, os golpistas às vezes voltam.
Não. Um código de verificação só se digita no site ou app que você mesmo abriu. Ninguém legítimo vai pedir que você o leia em voz alta, nem "central", nem "setor antifraude".
Não necessariamente. O nome do remetente é falsificável e a mensagem de golpe entra na conversa legítima. Só o conteúdo importa: link + pedido de dados = perigo.
É o roteiro clássico do golpe da falsa central, muito comum no Brasil. Desligue e ligue você mesmo para o banco no número oficial. Nunca confirme operação pedida por ligação recebida.
Que alguém provavelmente está tentando acessar sua conta agora. Não passe o código para ninguém e ligue para o banco.
Copie e cole no verificador Phishy nesta página: análise do link e do texto, veredicto em segundos, sem cadastro.