É um dos golpes por SMS mais comuns no Brasil: uma mensagem em nome dos Correios avisa que uma encomenda está retida e cobra uma pequena "taxa alfandegária" ou "taxa de reentrega" por um link. O valor é minúsculo — alguns reais — justamente para você pagar sem pensar. Mas o objetivo não são esses reais: é o seu cartão de crédito completo, ou um Pix direto para o golpista.
As variações clássicas, sempre com link: • "Correios: sua encomenda está retida na alfândega. Pague a taxa de R$ 3,49: [link]" • "Não foi possível entregar sua encomenda — endereço incompleto. Atualize seus dados em 24h: [link]" • "Sua encomenda aguarda liberação. Regularize o pagamento: [link]" O link leva a uma página idêntica ao site oficial — logo, cores, código de rastreio falso. Pedem seu endereço (para parecer real) e depois os dados do cartão ou um Pix. Assim que você confirma: os golpistas têm número, validade e CVV — e cobram muito mais do que os R$ 3,49.
Três gatilhos: quase todo mundo está mesmo esperando uma encomenda (Shopee, AliExpress, Mercado Livre…); o valor é baixo demais para levantar suspeita; e a contagem regressiva ("em 24h a encomenda volta ao remetente") força a agir rápido. Agir rápido é exatamente o que o golpista quer.
• O link não é o domínio oficial (correios.com.br), e sim um endereço estranho, um link encurtado (bit.ly…) ou um domínio esquisito (.xyz, .top, .icu) • Taxa de poucos reais — taxas reais dos Correios não chegam assim por SMS • Urgência: "em 24 horas", "último aviso" • O remetente é um número de celular comum ou internacional • Nenhum código de rastreio verificável — ou um que não existe no site oficial • Erros de português ou frases estranhas
Nunca use o link do SMS. Em vez disso: 1. Abra você mesmo o site ou app oficial dos Correios (ou do Meu Imposto de Importação, para compras internacionais). 2. Digite o código de rastreio fornecido pela loja onde você comprou — não o do SMS. 3. Se houver taxa real, ela aparecerá ali, com pagamento oficial após identificação. Nada no site oficial? O SMS é golpe. Apague e bloqueie o número.
Copie a mensagem inteira (toque e segure → copiar) e cole no verificador gratuito Phishy nesta página. A ferramenta segue o link até o destino real — mesmo escondido atrás de um encurtador — compara com bases mundiais de sites de golpe e analisa o texto. Veredicto em segundos: seguro, suspeito ou phishing. Grátis, sem cadastro.
1. Fez Pix: acione o Mecanismo Especial de Devolução (MED) pelo app do banco imediatamente — há prazo curto para tentar reaver. 2. Cartão: peça o bloqueio na hora (número no verso do cartão) e conteste as compras não reconhecidas. 3. Registre boletim de ocorrência (muitos estados têm delegacia eletrônica). 4. Denuncie o número no WhatsApp e nos canais dos Correios. 5. Guarde prints do SMS e do site — úteis para o banco e para a ocorrência.
Taxas reais são pagas no site ou app oficial (ou no sistema Meu Imposto de Importação), após identificação e com código de rastreio verificável — nunca por um link direto num SMS com valor de poucos reais.
É o contrário: o valor baixo é a isca. Depois que você digita o cartão no site falso, os golpistas têm todos os dados e cobram o que quiserem.
Verifique o código de rastreio fornecido pela loja (não o do SMS) direto no site oficial dos Correios. Se a encomenda não aparecer retida ali, o SMS é falso.
Na maioria dos casos, só o clique não basta. Não digite nada, feche a página e verifique o link no Phishy para saber com o que você lidou.
Acione o MED pelo app do banco o quanto antes: há um prazo curto em que a devolução pode ser tentada. Registre também boletim de ocorrência.